No silêncio, vão comigo.
Palavras ao vento
Escolhe teu diálogo e
tua melhor palavra ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos
Série das Sutilezas
Oscar D’Ambrosio
Sutilezas do amor, 2012 - 30 x 40 cm
Fotografia Digital
Rebelião em Silêncio
I have been absolutely terrified every moment of my life
and I have never let it keep me from doing a single thing I wanted to do.
Georgia O’ Keeffe
Silenciosos Passos
Esses inquietos ventos andarilhos
Passam e dizem: “Vamos caminhar,
Nós conhecemos misteriosos trilhos,
Bosques antigos onde é bom sonhar..."
Mário Quintana, 1935.
O que primeiro se nota nos trabalhos é o silêncio atordoante. Até mesmo quando há multidão, há silêncio. Silêncio da alma que caminha apressada entre seus pensamentos. O silêncio é também das cores. Elas até começam a aparecer, tímidas, mas se ausentam rápido, tomadas pela cena que vêem. Elas não cabem ali. Nem brilho há. A dramaticidade do tema é ressaltada também pela textura. Têmpera. Denso como o que se vê. Traz junto consigo areia. Pesada. Mas areia de rio que corre leve. Não um rio qualquer. Um rio por onde várias vezes a artista brincou. E obras tão pesadas trazem em si o leve lúdico da infância. Mas na imagem o rio não corre mais. É estático. Estático como os personagens. Teimam em andar. A artista não deixa. Traz com o pincel a moldura, que as prende. E deixa assim a imagem para nós. Quem são? Para onde vão? Trazem neles um pouco da artista? Ou a artista se reconhece nesse andar? De solidão... de pensamentos... de infinitos...
Lavínia Resende
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Detalhe: Istambul -
Peykhame Cd, 2009 185
x 120 cm - Têmpera s/ tela
Detalhe: Rio de Janeiro, 2008 185 x 120 cm -
Têmpera s/ tela
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